Quebrar regras para ser bem sucedido, isso nos dias de hoje é o tema mais inovador em gestão de negócios. Quebrar regras para não quebrar a empresa. Regras que antes eram base para planejar o crescimento das empresas e para deixar os acionistas felizes. Com isso quero dizer que se a empresa não se renovar e se manter competitiva com planos de ação radicais não conseguira se manter no atual mundo dinamico dos negócios.
Vamos ver então o que era bom como medida e que hoje não quer mais dizer nada. O primeiro exemplo é " Volume de vendas e de lucro é a medida do sucesso", sem duvida que lucro e vendas são fundamentais, mas não podem nos deixar cegos só porque estamos fazendo o que é certo para empresa atingir esses objetivos. Mas a que custo de mercado futuro, a que custo de imagem, a que custo de riscos? A pressão por ter resultados cada vez melhores e cada vez mais rápidos e não deixar espaço para os concorrentes é tão sufocante que nossos instintos sobre o que é efetivamente certo acabam abafados por um maremoto de problemas e preocupaçoes. Nesse caso é preciso parar, puxar o freio de mão e dar um cavalinho de pau literalmente! Respirar fundo e olhar na direção de uma onda de sucesso aonde O Cliente e Seus Funcionários são seus maiores e uúnicos aliados. A CONFIANÇA do Consumidor é pré- requisito no longo prazo, ou seja, O Cliente só fará negócios com voce amanha se puder confiar em voce hoje! O mesmo espere de Seus Funcionários, que para conquistar a confiança do consumidor com o empenho necessário precisam da reciproca que seja verdadeira com o empregador.
O segundo caso é " aumenta o numero de clientes na proporção em que crescem as vendas e o marketing ", essa é outra grande mudança, pois os consumidores de hoje além de terem muito mais opções, são muito melhor informados, estão dentro de blogs, torpedos, e-mails e se relacionando com redes sociais de todos os tipos, e essa conectividade só vai aumentar com as novas geraçoões entrando no mercado de trabalho, justamente para quem sua empresa irá atender no futuro. As opinioes dessas pessoas e de suas comunidades sociais sobre a empresa terão um peso cada vez maior nas decisões num mundo cada vez mais pensando em sustentabilidade. E por fim, a terceira falácia, " produtos e serviços diferenciados geram valor ", não, o que gera valor é O Cliente ( ups! de novo ele aqui !), os produtos são de onde vem a receita que permite todo o crescimento da empresa, são o meio e não o fim. Portanto seu entendimento de como uma empresa deve funcionar tem mudar radicalmente, e prestar muita, mas muita atenção na forma como são tratadas as queixas dos clientes, porque é ali que o valor na "bolsa de valores" que o cliente tem da empresa caem estratosféricamente, e é disseminado, silenciosamente por blogs, e-mails, chats e redes sociais em minutos. E ai somados os muitos insatisfeitos e a muita persistencia do seu concorrente em toma-los de voce, o fluxo de caixa futuro advindo de clientes que são seus irá por água baixo, sem falar no custo que voce teve de aqusição o que gera um prejuízo financeiro e de imagem. Pense nisso! Ganhar a confiança do cliente e compreender o seu valor são fatores imprescindíveis para o sucesso!
* este texto foi preparado e inspirado no livro " Rules to break and laws to follow" de Don Peppers e Martha Rogers.
domingo, 2 de março de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
INOVAR ou MORRER
Inovar ou morrer (de tanto trabalhar!)
Palavra de ordem no mundo empresarial contemporâneo, a inovação em produtos, processos e modelos de negócio vem sendo discutida e cobiçada por organizações de todo o mundo, e o Brasil não é exceção. De acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE, 33% das empresas do país investem em inovação tecnológica, e esse percentual só tende a aumentar nos próximos anos.Aos poucos, porém, as empresas estão descobrindo que a realidade é muito mais dura que a imagem apregoada principalmente pela mídia.
Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group nos Estados Unidos apontou uma queda de 28% no número de empresas que apontam a inovação como uma prioridade em seus investimentos. Já o índice de satisfação com os resultados obtidos com os esforços de inovação caiu 12% em relação aos números do ano passado.Uma das causas dessa queda nas expectativas é a constatação de que inovação não gera resultados imediatos. Este é um processo sistemático, no qual toda empresa investe de alguma forma, e seus resultados aparecem no médio e longo prazo. É um processo que depende não só de tecnologia, metodologia, pesquisa e desenvolvimento, mas também de uma cultura organizacional que propicie o seu desenvolvimento. Por outro lado, empresas, estrategistas e especialistas têm proclamado "inovar ou morrer", porém com outra intenção. Parece que esta é uma necessidade de mobilizar mais pessoas, se possível todas, na produção de idéias que se tornem viáveis na prática. Não se trata simplesmente de um grande e permanente brainstorming, mas sim de conscientizar pessoas de que podem e devem ajudar a olhar a empresa, seus processos e produtos, com olhos criativos e livres.
Realizar "sinapses livres", dizem os especialistas em criatividade, mas que possam produzir idéias factíveis. É muito mais uma postura, uma prontidão para criar e ajudar a empresa a se desenvolver, do que simplesmente liberar a imaginação criativa das pessoas. Passa-se, portanto, do campo da tecnologia para o da utilização do potencial humano no trabalho. No entanto, as condições para que a inovação se desenvolva nem sempre são dadas.
Para proporcionar um ambiente de sinapses livres, as empresas precisam investir nas pessoas e nas suas relações internas, quer dizer, propiciar um clima aberto onde todos possam contribuir com criatividade e comprometimento com os resultados. Há pouco tempo atrás empresas empenharam-se muito na gestão participativa com o mesmo intuito e as dificuldades foram também praticamente as mesmas: vencer as travas hierárquicas, os estilos de liderança autocráticos, a liberação de reconhecimento justo aos olhos de quem fazia esforço para participar.
Agora estamos em outros tempos, porém parece que o problema se repete: como criar as condições favoráveis ao aparecimento de boas idéias? Ou ainda mais, como fazer aparecer uma postura e uma consciência para a inovação? Vista deste ângulo, das pessoas, a questão da inovação fica mais complexa. Por exemplo, como ser criativo diante das condições de trabalho contemporâneas das grandes empresas, como por exemplo jornada de 12 a 14 horas por dia, estresse, pressão por resultados, contenção drástica de custos, mudanças contínuas de referenciais, entre outras. Parece que o problema está colocado. Pessoas produzem idéias criativas e inovadoras sim, porém em certas condições mínimas e favoráveis. Certamente não produzem idéias diferenciadas sob pressão ou por uma causa pouco compreendida ou pouco legítima.Idéias não surgem do nada ou "brotam da terra". Neste sentido, o endereçamento das soluções para esta questão bate à porta de dois atores organizacionais conhecidos e parceiros: gestores e a área de Recursos Humanos. Os primeiros desempenham um duplo papel nesta questão. Por um lado também são agentes inovadores, devem e podem colocar suas competências a favor desta causa. Por outro, comandam um exército de potencial criador e inovador, que depende do seu reconhecimento e incentivo. Atuam, neste caso, como facilitadores e descobridores de talentos, podem fazer a diferença para a empresa se empregarem esforços neste sentido.
Pelo lado de RH, esta área desempenha um papel estratégico para apoiar a empresa e gestores no desenvolvimento da competência e da consciência para a inovação. Incentivando um ambiente de trabalho mais favorável à manifestação humana, a área de RH ajuda a criar condições para o aparecimento da inovação e para que as idéias e sugestões fluam com liberdade. Tornar as relações humanas mais transparentes, zelar pelo convívio sadio entre profissionais, desobstruir canais de comunicação, orientar e capacitar gestores são algumas das práticas que já fazem parte do cotidiano e do portfólio de RH. Para além destas práticas mais conhecidas, o RH pode, por exemplo, desenvolver ferramentas mais sofisticadas que apóiem gestores na identificação de profissionais com potencial inovador.
Esta parece ser a única alternativa da inovação para as empresas, empenhar e mobilizar o potencial humano nesta direção.
Por Luis Felipe Cortoni, professor da Fundação Vanzolini (USP)
Palavra de ordem no mundo empresarial contemporâneo, a inovação em produtos, processos e modelos de negócio vem sendo discutida e cobiçada por organizações de todo o mundo, e o Brasil não é exceção. De acordo com pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE, 33% das empresas do país investem em inovação tecnológica, e esse percentual só tende a aumentar nos próximos anos.Aos poucos, porém, as empresas estão descobrindo que a realidade é muito mais dura que a imagem apregoada principalmente pela mídia.
Pesquisa realizada pelo Boston Consulting Group nos Estados Unidos apontou uma queda de 28% no número de empresas que apontam a inovação como uma prioridade em seus investimentos. Já o índice de satisfação com os resultados obtidos com os esforços de inovação caiu 12% em relação aos números do ano passado.Uma das causas dessa queda nas expectativas é a constatação de que inovação não gera resultados imediatos. Este é um processo sistemático, no qual toda empresa investe de alguma forma, e seus resultados aparecem no médio e longo prazo. É um processo que depende não só de tecnologia, metodologia, pesquisa e desenvolvimento, mas também de uma cultura organizacional que propicie o seu desenvolvimento. Por outro lado, empresas, estrategistas e especialistas têm proclamado "inovar ou morrer", porém com outra intenção. Parece que esta é uma necessidade de mobilizar mais pessoas, se possível todas, na produção de idéias que se tornem viáveis na prática. Não se trata simplesmente de um grande e permanente brainstorming, mas sim de conscientizar pessoas de que podem e devem ajudar a olhar a empresa, seus processos e produtos, com olhos criativos e livres.
Realizar "sinapses livres", dizem os especialistas em criatividade, mas que possam produzir idéias factíveis. É muito mais uma postura, uma prontidão para criar e ajudar a empresa a se desenvolver, do que simplesmente liberar a imaginação criativa das pessoas. Passa-se, portanto, do campo da tecnologia para o da utilização do potencial humano no trabalho. No entanto, as condições para que a inovação se desenvolva nem sempre são dadas.
Para proporcionar um ambiente de sinapses livres, as empresas precisam investir nas pessoas e nas suas relações internas, quer dizer, propiciar um clima aberto onde todos possam contribuir com criatividade e comprometimento com os resultados. Há pouco tempo atrás empresas empenharam-se muito na gestão participativa com o mesmo intuito e as dificuldades foram também praticamente as mesmas: vencer as travas hierárquicas, os estilos de liderança autocráticos, a liberação de reconhecimento justo aos olhos de quem fazia esforço para participar.
Agora estamos em outros tempos, porém parece que o problema se repete: como criar as condições favoráveis ao aparecimento de boas idéias? Ou ainda mais, como fazer aparecer uma postura e uma consciência para a inovação? Vista deste ângulo, das pessoas, a questão da inovação fica mais complexa. Por exemplo, como ser criativo diante das condições de trabalho contemporâneas das grandes empresas, como por exemplo jornada de 12 a 14 horas por dia, estresse, pressão por resultados, contenção drástica de custos, mudanças contínuas de referenciais, entre outras. Parece que o problema está colocado. Pessoas produzem idéias criativas e inovadoras sim, porém em certas condições mínimas e favoráveis. Certamente não produzem idéias diferenciadas sob pressão ou por uma causa pouco compreendida ou pouco legítima.Idéias não surgem do nada ou "brotam da terra". Neste sentido, o endereçamento das soluções para esta questão bate à porta de dois atores organizacionais conhecidos e parceiros: gestores e a área de Recursos Humanos. Os primeiros desempenham um duplo papel nesta questão. Por um lado também são agentes inovadores, devem e podem colocar suas competências a favor desta causa. Por outro, comandam um exército de potencial criador e inovador, que depende do seu reconhecimento e incentivo. Atuam, neste caso, como facilitadores e descobridores de talentos, podem fazer a diferença para a empresa se empregarem esforços neste sentido.
Pelo lado de RH, esta área desempenha um papel estratégico para apoiar a empresa e gestores no desenvolvimento da competência e da consciência para a inovação. Incentivando um ambiente de trabalho mais favorável à manifestação humana, a área de RH ajuda a criar condições para o aparecimento da inovação e para que as idéias e sugestões fluam com liberdade. Tornar as relações humanas mais transparentes, zelar pelo convívio sadio entre profissionais, desobstruir canais de comunicação, orientar e capacitar gestores são algumas das práticas que já fazem parte do cotidiano e do portfólio de RH. Para além destas práticas mais conhecidas, o RH pode, por exemplo, desenvolver ferramentas mais sofisticadas que apóiem gestores na identificação de profissionais com potencial inovador.
Esta parece ser a única alternativa da inovação para as empresas, empenhar e mobilizar o potencial humano nesta direção.
Por Luis Felipe Cortoni, professor da Fundação Vanzolini (USP)
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